Hoje trago a “digestão” de um artigo com o título “Intramyocardial Inflammation after COVID‑19 Vaccination: An Endomyocardial Biopsy‑Proven Case Series”, que é como quem diz”Inflamação Intramiocárdica após Vacinação contra a COVID‑19: Uma Série de Casos Comprovada por Biópsia Endomiocárdica”, publicado na International Journal of Molecular Sciences (MDPI), em 2022.
Qual o grande objetivo?
Avaliar as lesões cardíacas provocadas por Miocardite, na sequência da vacinação contra a covid-19.
O que foi feito?
Biópsias. Recolheram-se “pedaços” de tecido cardíaco, e foram analisados.
Vacinas visadas:
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Comirnaty (Pfizer‑BioNTech): 11 casos
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Vaxzevria (AstraZeneca): 2 casos
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Janssen (Johnson & Johnson): 2 casos
O intervalo entre inoculação e ocorrência de sintomas variou entre 0 e 56 dias.
Resultados
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14 de 15 pacientes (93%) apresentaram inflamação miocárdica comprovada.
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Diagnósticos:
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2 casos de miocardite ativa (Dallas criteria)
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2 casos de miocardite de células gigantes (forma grave)
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10 casos de cardiomiopatia inflamatória (DCMi)
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1 caso sem inflamação (provável erro de amostragem)
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Ou seja…
De um grupo de pacientes investigados por suspeita de problema inflamatório no coração, a maioria (14 de 15) teve confirmação de algum grau de inflamação cardíaca — sendo 2 casos de uma forma mais grave e rara — e apenas 1 resultado ficou inconclusivo.
Conclusão
Este estudo analisou diretamente tecido cardíaco de pessoas que ficaram com sintomas de miocardite após a vacinação contra a COVID‑19. Em quase todos os casos, encontrou‑se inflamação no músculo do coração. Não foram encontrados vírus que pudessem explicar essa inflamação, mas em vários pacientes foi detetada a proteína spike da vacina dentro das células cardíacas.
Fonte: https://curtoegrosso.substack.com/p/mais-um-dia-em-que-o-miocardio-disse

