Vacinas covid-19 & P.Olliaro: O elefante que ninguém quis ver!

Vacinas covid-19 & P.Olliaro: O elefante que ninguém quis ver!

Abordgem Curta&Grossa ao Artigo “COVID‑19 vaccine efficacy and effectiveness – the elephant (not) in the room”, publicado na The Lancet Microbe em abril de 2021

Este artigo pega numa lupa — e talvez até numa pequena lanterna — para examinar a forma como a eficácia das vacinas contra a COVID‑19 foi apresentada ao público. Segundo P. Olliaro e colegas, a estratégia de comunicação baseou‑se quase inteiramente na Redução Relativa do Risco (RRR), que faz as vacinas parecerem incrivelmente poderosas… mas apenas se não fizer perguntas a mais.

Os autores defendem que, para compreender o que as vacinas realmente alcançam em populações reais, também é preciso olhar para a Redução Absoluta do Risco (ARR) e para o Número Necessário para Vacinar (NNV). Em outras palavras: não basta admirar as presas brilhantes do elefante — convém olhar para o resto do animal também.

O artigo compara cinco vacinas COVID‑19 usando três métricas principais:

  • RRR (redução relativa do risco): mostra a percentagem de redução do risco entre vacinados e não vacinados. Estes valores são elevados (67%–95%) e foram amplamente divulgados.

  • ARR (redução absoluta do risco): mede a diferença real de risco entre grupos. Aqui, os valores são muito mais baixos (0,84%–1,3%), porque o risco de base nos ensaios era reduzido.

  • NNV (número necessário para vacinar): quantas pessoas precisam de ser vacinadas para evitar um caso adicional de COVID‑19. Os valores variam entre 76 e 117 nos ensaios analisados.

Os autores mostram que:

  • A eficácia aparente depende fortemente do risco de base da população estudada.

  • Ensaios diferentes não são diretamente comparáveis devido a diferenças metodológicas.

  • A comunicação pública focou-se quase exclusivamente no RRR, criando uma perceção incompleta.

  • Dados do mundo real (ex.: Israel) mostram que o NNV pode ser maior do que o previsto nos ensaios.

Conclusão

A forma como os números foram apresentados ao público deu a ideia (muito) exagerada da eficácia real. As percentagens muito altas (como 95%) referem‑se apenas à redução relativa, que não mostra o risco real na população. O Dr. Azeem Malhotra (cardiologista britânico), em 2021, numa reportagem da Oracle films, no Reino Unido, apontou também este aspeto como sendo sinónimo de profunda desonestidade da Pfizer, quando esta propagandeou uma eficácia que, simplesmente, não existia. A avaliar pela quantidade de pessoas que, mesmo após vacinação, ficam infetadas com o SarsCOV-2, então este artigo assume particular importância.

Fonte: https://curtoegrosso.substack.com/p/vacinas-covid-19-o-elefante-que-ninguem

Paulo A. Andrade
Paulo A. Andrade