Abordagem ao artigo “Circulating Microclots Are Structurally Associated With Neutrophil Extracellular Traps and Their Amounts Are Elevated in Long COVID Patients”, publicado em Abril 2025 no Journal of Medical Virology. Um artigo que tem como objetivo major estudar como os pequenos coágulos de sangue que circulam no corpo estão ligados às substâncias libertadas por certos glóbulos brancos, em pessoas que continuam com sintomas da “COVID longa”.
Antes de começar propriamente a “desfiar” o artigo, devo confessar que nunca percebi muito bem o que é isso de “covid longa”. A mim soa-me mais a uma desculpa esfarrapada (mais uma), para fugir à génese do problema. Não sei se por cobardia intelectual, ou “sacanice”. Óbvio que este problema dos microcoágulos apenas ocorre em pessoas que foram inoculadas com as “picas” mRNA. É bem conhecida aliás a interação entre estas inoculações e a amplificação de um fenómeno natural, conhecido como fenómeno de rouleaux.
O que é o “fenómeno de rouleaux”?
Trata-se de uma característica que os glóbulos vermelhos revelam quando existe inflamação ou alterações na composição do plasma, e que consiste na “agregação” de glóbulos vermelhos de uma forma que faz lembrar uma “pilha de moedas”. O fenómeno em si, apesar de ser algo natural, aumenta a viscosidade sanguínea. Contudo num sangue normal o que ocorre é que os glóbulos vermelhos acabam por desfazer a formação em “pilha de moedas”, e seguir o seu percurso sem grande problema. Por outro lado, este fenómeno ao ser amplificado pelas “picas” mRNA, contribuirá , decisivamente para a formação de redes de proteína (fibrinogénio, por exemplo), que contribuem para a formação de agregações maiores e microtrombos, devido ao mecanismo inflamatório desencadeado pelas próprias inoculações mRNA.
Algo que já foi descrito inúmeras vezes em vários trabalhos.
Portanto o que é designado por “longo COVID”, e as suas consequências, é mais facilmente atribuível a este tipo de fenómenos do que a algum muito hipotético “espírito” do sarsCOV2 que ficou para moer a cabeça às pessoas vacinadas com esta inoculação.
Mas vamos ao trabalho a abordar:
Contexto: Algumas pessoas continuam com sintomas meses depois da infecção por COVID-19.
Problema identificado: Foram encontradas pequenas partículas de sangue anormais chamadas microcoágulos, que podem bloquear vasos sanguíneos e causar problemas em vários órgãos.
Investigaram 50 pessoas inoculadas com mRNA, que estão descritas como tendo sintomas e sinais de “COVID Longa”, e compararam com grupos saudáveis.
Principais descobertas:
Pessoas com COVID Longa tinham muito mais microcoágulos no sangue (quase 20 vezes mais), também tinham níveis elevados de substâncias ligadas à inflamação e ao sistema imunitário (chamadas NETs).
Estes microcoágulos eram resistentes: não se desfaziam facilmente, mesmo com enzimas que normalmente dissolvem coágulos, e estavam ligados a proteínas dos glóbulos brancos, o que os torna ainda mais difíceis de eliminar.
Dinâmica do problema detetado: é uma dinâmica de “retroalimentação”, ou seja, autoalimenta-se da seguinte forma:
Microcoágulos → inflamação → activação de glóbulos brancos → mais NETs → mais microcoágulos.
Isto cria um ciclo que mantém os sintomas da “COVID Longa”.
Impacto clínico:
Estes microcoágulos podem explicar sintomas como fadiga, falta de ar e problemas de circulação, e como não se desfazem facilmente, podem permanecer no corpo durante muito tempo.
Conclusão
Este trabalho descreve efeitos reais no sangue, alterações que culminam, em estruturas mais suscetíveis, em problemas de saúde reais e graves. A grande questão é que o estudo descreve o problema, identifica moléculas intermedeárias, mas não a raiz do problema. O facto de este fenómeno em concreto ao qual designam “COVID longa”, ocorrer apenas em vacinados com a mRNA, devia ser o suficiente para lançar alertas.
Fonte: https://curtoegrosso.substack.com/p/trambolhos-no-sangue-dos-vacinados?r=3vkvny

