Vitamina D: Um cruzado numa cruzada-parte 1

Vitamina D: Um cruzado numa cruzada-parte 1

Abordagem resumida ao artigo “ Vitamin D is effective for COVID-19: real-time meta analysis of 49 studies”, uma metanálise de 49 estudos, publicada em 2020. Foram analisados os estudos importantes sobre a vitamina D e a COVID-19, incluindo os resultados que analisam os efeitos da vitamina D suficiente no corpo, os estudos de tratamento, os resultados só relacionados com mortes, e ainda os estudos de tratamento em diferentes fases da doença.
A vitamina D passa por dois processos de transformação até se tornar ativa no nosso corpo, O primeiro passo acontece no fígado, onde a vitamina D é convertida em calcidiol (também chamado 25(OH)D). O segundo passo acontece nos rins, no sistema imunitário e noutros locais, onde o calcidiol é transformado em calcitriol (ou 1,25(OH)2D).

Objetivo do estudo

Este estudo reúne e analisa os dados de 49 estudos diferentes sobre o papel da vitamina D na COVID-19, em forma de uma meta-análise (método estatístico que combina e analisa os resultados de vários estudos independentes sobre um mesmo tema. O objetivo é obter uma conclusão mais robusta e confiável), que divide as pesquisas em duas categorias principais:

Estudos sobre tratamento, que avaliam o uso da vitamina D como intervenção para pacientes com COVID-19.

Estudos sobre suficiência, que investigam a associação entre níveis adequados de vitamina D no organismo e a evolução da doença.

Principais descobertas

1. Estudos sobre tratamento

  • O uso de vitamina D como tratamento para COVID-19 mostrou uma redução de 65% no risco de agravamento da doença.

  • A administração precoce da vitamina D (logo após o início dos sintomas) melhora os resultados em 90%.

  • Já o tratamento tardio mostrou uma melhoria de 58%.

A abordagem com doses mais elevadas em pacientes hospitalizados teve um efeito benéfico significativo.

2. Estudos sobre suficiência

  • Pessoas com níveis adequados de vitamina D apresentaram uma redução de 62% no risco de desenvolver formas graves da COVID-19.

  • A deficiência de vitamina D está associada a maiores taxas de internamento, necessidade de ventilação mecânica e mortalidade.

3. Uso contínuo e prevenção

  • O estudo também analisou o uso profilático da vitamina D, ou seja, a suplementação antes da exposição ao vírus.

  • Os resultados indicam que a suplementação contínua reduziu o risco de desenvolver COVID-19 em 40%.

Conclusão

Os dados sugerem que a vitamina D pode desempenhar um papel importante na redução da gravidade da COVID-19, tanto na prevenção quanto no tratamento. O mesmo se aplicará a outras infeções virais, atendendo aos mecanismos e descrições abordados no mesmo estudo.

Fonte: https://curtoegrosso.substack.com/p/vitamina-d-um-cruzado-numa-cruzada-910

Paulo A. Andrade
Paulo A. Andrade